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Flight to Quality: quando o mercado imobiliário volta a premiar a excelência.

  • Writer: Leandro Matias
    Leandro Matias
  • Jan 20
  • 3 min read

Um olhar sobre a arquitetura e o espaço corporativo como ativo de futuro.


Há alguns anos, acreditava-se que os escritórios haviam chegado ao fim. As manchetes decretavam o colapso das torres corporativas, as cidades pareciam condenadas a perder o seu pulso, e o trabalho, agora mediado por telas, prometia libertar todos da geografia. Foi um delírio breve, mas eloquente. O tempo, paciente como sempre, tratou de devolver as proporções à realidade, revelando que o que estava em ruína não era o escritório em si, mas o modelo ultrapassado que o sustentava.


Hoje, o mundo corporativo assiste a um movimento inverso: o retorno à presença, mas em outra escala. Menos metros quadrados, mais valor por metro. Menos ocupação pelo hábito, mais escolha pelo sentido. Empresas e profissionais voltaram ao espaço físico, mas agora ele precisa justificar sua existência. E o faz quando se torna extensão da cultura, da identidade e do propósito de quem o habita.


É o que o mercado passou a chamar de “flight to quality”: uma espécie de depuração silenciosa em que os edifícios medianos, excessivos ou genéricos perderam relevância, enquanto os de alta especificação, bem localizados e de arquitetura elevada - pensados com inteligência humana e técnica - tornaram-se os destinos mais desejados. Os números confirmam: a vacância de empreendimentos corporativos de padrão superior nas grandes capitais brasileiras caiu ao menor nível da década, e mesmo com os altos e baixos do mercado, a procura por imóveis bem concebidos segue aquecida. O investidor atento entendeu que, em tempos incertos, qualidade é a forma mais segura de permanência.


Há uma transformação cultural embutida nisso. O escritório deixou de ser um custo fixo para se tornar um capital simbólico. Empresas perceberam que o espaço onde trabalham é também o espaço onde se definem. Um bom projeto não é apenas uma planta eficiente; é uma ferramenta de produtividade, de identidade e de atração de talentos. A luz natural, o silêncio possível, o conforto térmico, a geometria precisa dos espaços, a integração entre design e tecnologia e a curadoria de áreas compartilhadas compõem hoje a nova métrica de retorno. O rendimento vem do metro de valor, não apenas do metro quadrado.


No Brasil, essa lógica começa a se refletir fora do eixo tradicional. Em cidades como Natal, o fenômeno assume contornos ainda mais nítidos. Nossa capital potiguar, que com oferta restrita de empreendimentos corporativos realmente qualificados, experimenta um momento de transição: cada novo projeto de alto padrão não apenas preenche uma lacuna de mercado, mas redefine o próprio mapa de valor da cidade. A demanda por espaços eficientes, bem localizados e sustentáveis cresce entre empresas que buscam presença física sem abrir mão de qualidade e identidade. O resultado é previsível: os bons edifícios se tornam referência e patrimônio coletivo, ampliando a atratividade urbana e o potencial de valorização.


Essa leitura, que começou como tendência, hoje é diagnóstico. O mercado se bifurcou: de um lado, ativos obsoletos, com altos custos de operação e baixa atratividade; de outro, edifícios que entregam tecnologia, bem-estar e eficiência, concentrando a preferência dos ocupantes e o retorno dos investidores. É uma seleção natural do espaço construído. E dela emerge um novo paradigma: o da arquitetura como ativo de futuro.


O escritório contemporâneo não é mais um lugar onde se vai trabalhar, mas um ambiente que traduz o modo como se quer viver o trabalho. Não é cenário, é infraestrutura de relações. E é nesse reencontro entre forma, função e afeto que o investimento imobiliário reencontra seu significado mais essencial.


Investir em imóveis corporativos de excelência é, antes de tudo, investir na vitalidade das cidades. É acreditar que o futuro, mesmo digital, continuará precisando de lugares reais para acontecer. Lugares onde o tempo não se mede em horas, mas em convivência; onde o retorno não se expressa apenas em percentuais, mas em relevância.


Depois de um período de silêncio e desconfiança, o mercado de escritórios volta a pulsar, e o faz com uma sofisticação inédita. Os edifícios que resistiram ao vazio não o fizeram por acaso: sobreviveram porque entenderam que trabalhar é, em parte, um gesto de pertencimento. São esses os espaços que importam. Os que unem precisão e poesia, técnica e sentido.


No fim, talvez o segredo do bom investimento seja o mesmo da boa arquitetura: permanecer quando o resto passa.



Leandro Matias, CEO It Homes

Empresário e consultor, Leandro é administrador de empresas, bacharel em direito, especialista em marketing, técnico em transações imobiliárias e pós-graduando em desenvolvimento urbano estratégico pelo Instituto Cidades Responsivas. Há 18 anos trabalha com comunicação, customer experience e inteligência de mercado para solucionar desafios em percepção de marcas, negócios e produtos imobiliários.

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