


Leandro Matias
Jan 203 min read



Leandro Matias
Oct 14, 20253 min read



Leandro Matias
Jul 23, 20253 min read

/IMÓVEIS
DESTAQUE DA SEMANA
IMÓVEIS EXCEPCIONAIS
INSIGHTS
Este é um espaço de colaboração e pensamento livre. Aqui exploramos estudos de caso e buscamos provocar reflexões a partir do entendimento de que Cidades são ecossistemas vivos onde economia, meio ambiente, cultura e a sociedade se entrelaçam.
![Há alguns anos, acreditava-se que os escritórios haviam chegado ao fim. As manchetes decretavam o colapso das torres corporativas, as cidades pareciam condenadas a perder o seu pulso, e o trabalho, agora mediado por telas, prometia libertar todos da geografia. Foi um delírio breve, mas eloquente. O tempo, paciente como sempre, tratou de devolver as proporções à realidade, revelando que o que estava em ruína não era o escritório em si, mas o modelo ultrapassado que o sustentava.
Hoje, o mundo corporativo assiste a um movimento inverso: o retorno à presença, mas em outra escala. Menos metros quadrados, mais valor por metro. [...] Empresas e profissionais voltaram ao espaço físico, mas agora ele precisa justificar sua existência. E o faz quando se torna extensão da cultura, da identidade e do propósito de quem o habita.
É o que o mercado passou a chamar de “flight to quality”: uma espécie de depuração silenciosa em que os edifícios medianos, excessivos ou genéricos perderam relevância, enquanto os de alta especificação, bem localizados e de arquitetura elevada - pensados com inteligência humana e técnica - tornaram-se os destinos mais desejados. […]
Há uma transformação cultural embutida nisso. O escritório deixou de ser um custo fixo para se tornar um capital simbólico. Empresas perceberam que o espaço onde trabalham é também o espaço onde se definem. […] O rendimento vem do metro de valor, não apenas do metro quadrado.
[...] O resultado é previsível: os bons edifícios se tornam referência e patrimônio coletivo, ampliando a atratividade urbana e o potencial de valorização.
Essa leitura, que começou como tendência, hoje é diagnóstico. O mercado se bifurcou: de um lado, ativos obsoletos, com altos custos de operação e baixa atratividade; de outro, edifícios que entregam tecnologia, bem-estar e eficiência, concentrando a preferência dos ocupantes e o retorno dos investidores. É uma seleção natural do espaço construído. E dela emerge um novo paradigma: o da arquitetura como ativo de futuro.
[continua]
Para ler o artigo na íntegra acesse a seção ‘Insights’ no nosso site.](https://scontent-iad3-1.cdninstagram.com/v/t51.82787-15/619277416_18558157549043813_5113175620458830589_n.jpg?stp=dst-jpg_e35_tt6&_nc_cat=109&ccb=7-5&_nc_sid=18de74&efg=eyJlZmdfdGFnIjoiQ0FST1VTRUxfSVRFTS5iZXN0X2ltYWdlX3VybGdlbi5DMyJ9&_nc_ohc=DY4ywxKfJDgQ7kNvwGq-Xku&_nc_oc=AdnzcafvRYr3eG4btzxVNqmcQJpYZYfckL79RkrZyxZObHsCnfuSTqKkmCMd1ehczY4&_nc_zt=23&_nc_ht=scontent-iad3-1.cdninstagram.com&edm=ANo9K5cEAAAA&_nc_gid=-d1HkoDDemnProKw8UZrrw&oh=00_AfpRVm4WT95CU2qHj_xE7_Wu9_BKwXRb67xlf03RE0QPoA&oe=6980C18B)
![Há alguns anos, acreditava-se que os escritórios haviam chegado ao fim. As manchetes decretavam o colapso das torres corporativas, as cidades pareciam condenadas a perder o seu pulso, e o trabalho, agora mediado por telas, prometia libertar todos da geografia. Foi um delírio breve, mas eloquente. O tempo, paciente como sempre, tratou de devolver as proporções à realidade, revelando que o que estava em ruína não era o escritório em si, mas o modelo ultrapassado que o sustentava.
Hoje, o mundo corporativo assiste a um movimento inverso: o retorno à presença, mas em outra escala. Menos metros quadrados, mais valor por metro. [...] Empresas e profissionais voltaram ao espaço físico, mas agora ele precisa justificar sua existência. E o faz quando se torna extensão da cultura, da identidade e do propósito de quem o habita.
É o que o mercado passou a chamar de “flight to quality”: uma espécie de depuração silenciosa em que os edifícios medianos, excessivos ou genéricos perderam relevância, enquanto os de alta especificação, bem localizados e de arquitetura elevada - pensados com inteligência humana e técnica - tornaram-se os destinos mais desejados. […]
Há uma transformação cultural embutida nisso. O escritório deixou de ser um custo fixo para se tornar um capital simbólico. Empresas perceberam que o espaço onde trabalham é também o espaço onde se definem. […] O rendimento vem do metro de valor, não apenas do metro quadrado.
[...] O resultado é previsível: os bons edifícios se tornam referência e patrimônio coletivo, ampliando a atratividade urbana e o potencial de valorização.
Essa leitura, que começou como tendência, hoje é diagnóstico. O mercado se bifurcou: de um lado, ativos obsoletos, com altos custos de operação e baixa atratividade; de outro, edifícios que entregam tecnologia, bem-estar e eficiência, concentrando a preferência dos ocupantes e o retorno dos investidores. É uma seleção natural do espaço construído. E dela emerge um novo paradigma: o da arquitetura como ativo de futuro.
[continua]
Para ler o artigo na íntegra acesse a seção ‘Insights’ no nosso site.](https://scontent-iad3-1.cdninstagram.com/v/t51.82787-15/619277416_18558157549043813_5113175620458830589_n.jpg?stp=dst-jpg_e35_tt6&_nc_cat=109&ccb=7-5&_nc_sid=18de74&efg=eyJlZmdfdGFnIjoiQ0FST1VTRUxfSVRFTS5iZXN0X2ltYWdlX3VybGdlbi5DMyJ9&_nc_ohc=DY4ywxKfJDgQ7kNvwGq-Xku&_nc_oc=AdnzcafvRYr3eG4btzxVNqmcQJpYZYfckL79RkrZyxZObHsCnfuSTqKkmCMd1ehczY4&_nc_zt=23&_nc_ht=scontent-iad3-1.cdninstagram.com&edm=ANo9K5cEAAAA&_nc_gid=-d1HkoDDemnProKw8UZrrw&oh=00_AfpRVm4WT95CU2qHj_xE7_Wu9_BKwXRb67xlf03RE0QPoA&oe=6980C18B)
























![“As cidades não morrem quando envelhecem. Morrem quando se esvaziam de sentido.”
Essa é a provocação feita por Jane Jacobs, jornalista, ativista e pensadora que alterou para sempre o modo como compreendemos o fenômeno urbano.
Em A Morte e a Vida de Grandes Cidades (1961), Jacobs rompeu com o urbanismo mecanicista do pós-guerra e devolveu à rua sua função original: ser o palco da convivência. E é a partir dessa lente, de quem entendia o espaço como organismo vivo, que podemos olhar para Natal.
Há algo “silenciosamente simbólico” em perceber como uma cidade de traço litorâneo e vocação solar, parece hoje menos vivida do que poderia ser. […] Mas, curiosamente, algumas áreas de Tirol e Petrópolis ainda resistem a esse “apagamento”. Nesses dois bairros, e sobretudo no eixo das avenidas Campos Sales e Rodrigues Alves, sobrevive algo mais próximo do que podemos entender como uma “vida pública saudável”: o ritmo das calçadas, a alternância entre usos e a legibilidade das esquinas. […]
O segredo, claro, está na origem. Esses bairros nasceram de um tempo em que o urbanismo tinha seu foco na relação entre forma e vida; quando se desenhava cidade pensando em luz, ventilação e convivência.
O Plano Polidrelli, no início do século XX, e mais tarde o Plano Palumbo, nas décadas de 1920 e 1930, imaginaram a expansão de Natal para além da Cidade Alta, estruturando uma nova frente urbana marcada por avenidas largas, quadras proporcionais e arborização constante.
É o que chamamos de diversidade organizada. […] O que acontece nessas ruas não é apenas urbanismo, é cultura.
E embora este seja apenas um fragmento observado sob o viés de quem desenvolve - consciente de que há muito além da amostragem - é justamente nesse recorte que se revela o essencial.
Porque compreender o pequeno trecho é, também, compreender a lógica maior que o contém.
Para ler o artigo ns íntegra acesse a seção ‘Insights’ no nosso site.](https://scontent-iad3-1.cdninstagram.com/v/t51.82787-15/565103142_18539093875043813_8735884648062601875_n.jpg?stp=dst-jpg_e35_tt6&_nc_cat=110&ccb=7-5&_nc_sid=18de74&efg=eyJlZmdfdGFnIjoiQ0FST1VTRUxfSVRFTS5iZXN0X2ltYWdlX3VybGdlbi5DMyJ9&_nc_ohc=lxKkAXzyDh0Q7kNvwF-9qfu&_nc_oc=Adk2YgZCfA8qOlzH1XV1BHDR4JKkDSRkEH2Us14o2v0gUf78vUUY5FwmDH9ljG0Fb88&_nc_zt=23&_nc_ht=scontent-iad3-1.cdninstagram.com&edm=ANo9K5cEAAAA&_nc_gid=-d1HkoDDemnProKw8UZrrw&oh=00_Afo6BqPwgsmz6kwX6ARZEcbK_y_mAO_Fw8-0lFC_kCmIhw&oe=6980D10D)
![“As cidades não morrem quando envelhecem. Morrem quando se esvaziam de sentido.”
Essa é a provocação feita por Jane Jacobs, jornalista, ativista e pensadora que alterou para sempre o modo como compreendemos o fenômeno urbano.
Em A Morte e a Vida de Grandes Cidades (1961), Jacobs rompeu com o urbanismo mecanicista do pós-guerra e devolveu à rua sua função original: ser o palco da convivência. E é a partir dessa lente, de quem entendia o espaço como organismo vivo, que podemos olhar para Natal.
Há algo “silenciosamente simbólico” em perceber como uma cidade de traço litorâneo e vocação solar, parece hoje menos vivida do que poderia ser. […] Mas, curiosamente, algumas áreas de Tirol e Petrópolis ainda resistem a esse “apagamento”. Nesses dois bairros, e sobretudo no eixo das avenidas Campos Sales e Rodrigues Alves, sobrevive algo mais próximo do que podemos entender como uma “vida pública saudável”: o ritmo das calçadas, a alternância entre usos e a legibilidade das esquinas. […]
O segredo, claro, está na origem. Esses bairros nasceram de um tempo em que o urbanismo tinha seu foco na relação entre forma e vida; quando se desenhava cidade pensando em luz, ventilação e convivência.
O Plano Polidrelli, no início do século XX, e mais tarde o Plano Palumbo, nas décadas de 1920 e 1930, imaginaram a expansão de Natal para além da Cidade Alta, estruturando uma nova frente urbana marcada por avenidas largas, quadras proporcionais e arborização constante.
É o que chamamos de diversidade organizada. […] O que acontece nessas ruas não é apenas urbanismo, é cultura.
E embora este seja apenas um fragmento observado sob o viés de quem desenvolve - consciente de que há muito além da amostragem - é justamente nesse recorte que se revela o essencial.
Porque compreender o pequeno trecho é, também, compreender a lógica maior que o contém.
Para ler o artigo ns íntegra acesse a seção ‘Insights’ no nosso site.](https://scontent-iad3-1.cdninstagram.com/v/t51.82787-15/565103142_18539093875043813_8735884648062601875_n.jpg?stp=dst-jpg_e35_tt6&_nc_cat=110&ccb=7-5&_nc_sid=18de74&efg=eyJlZmdfdGFnIjoiQ0FST1VTRUxfSVRFTS5iZXN0X2ltYWdlX3VybGdlbi5DMyJ9&_nc_ohc=lxKkAXzyDh0Q7kNvwF-9qfu&_nc_oc=Adk2YgZCfA8qOlzH1XV1BHDR4JKkDSRkEH2Us14o2v0gUf78vUUY5FwmDH9ljG0Fb88&_nc_zt=23&_nc_ht=scontent-iad3-1.cdninstagram.com&edm=ANo9K5cEAAAA&_nc_gid=-d1HkoDDemnProKw8UZrrw&oh=00_Afo6BqPwgsmz6kwX6ARZEcbK_y_mAO_Fw8-0lFC_kCmIhw&oe=6980D10D)




